Alagoas tem 34.154 pescadores registrados, dos quais 59% são mulheres
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) levou o debate sobre as mudanças no prazo para solicitar o Seguro-Defeso aos trabalhadores da pesca em Alagoas, nesta segunda-feira (19). Além disso, também foram apresentados dados de investimentos no setor, pesquisa e ordenamento pesqueiro.
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou de reuniões com pescadores artesanais e representantes de colônias em Penedo, visita à Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e encontro com trabalhadores da pesca na Colônia Z-02, em Maceió. Durante a conversa com pescadores, foram destacadas as mudanças no prazo para solicitar o Seguro-Defeso, ampliado de 60 para 120 dias — 30 dias antes e 90 dias depois do início do período de defeso. Segundo informações repassadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pescadores que tiveram o benefício indeferido por problemas relacionados ao Relatório do Exercício da Atividade Pesqueira (REAP) também receberão os valores. “Esse é um governo que escuta. Uma coisa vocês podem ter certeza: as portas de nenhum ministério nunca estiveram fechadas para ouvir o pescador”, afirmou Edipo.
O ministro também explicou que a qualificação da base de dados do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) busca garantir que o benefício chegue a quem realmente exerce a atividade. Ele acrescentou que os pagamentos de processos antigos, anteriormente vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), estão em andamento sob responsabilidade do MTE. “Quem não é pescador deve sair dessa base, porque quem a contamina coloca em risco a continuidade de uma política necessária nos aspectos ambiental, social e econômico”, disse.
Pesquisa e formação na UFAL
Em Penedo, Edipo visitou o campus da UFAL para conhecer iniciativas de aquicultura e pesquisa pesqueira. Entre os projetos estão a modernização dos laboratórios de Engenharia de Pesca, com investimento previsto de aproximadamente R$ 500 mil, e estudos para subsidiar a revisão participativa do ordenamento pesqueiro da Bacia do Rio São Francisco, também com recursos de R$ 500 mil.
A agenda também destacou a formação de novos pesquisadores por meio do programa Jovem Cientista, que ofertou 48 bolsas de iniciação científica e incluiu 43 estudantes em projetos de pesquisa ligados à pesca e à aquicultura no estado. “Muitos filhos de pescadores têm vergonha de continuar na área do pai, mas eles precisam sentir orgulho, porque essa é uma pasta estratégica. O pescador é estratégico para o nosso país. Por isso, criamos o Jovem Cientista, para incentivar nossa juventude a dar continuidade a essa atividade”, ressaltou o ministro.
Relevância da pesca e da aquicultura em Alagoas
Alagoas tem 34.154 pescadores registrados, dos quais 59% são mulheres. Em Penedo, são 2.246 profissionais, com participação feminina de 61%. A produção estadual de pesca e aquicultura somou 19.096 toneladas em 2024, sendo 4.565 toneladas provenientes da pesca e 14.531 toneladas da aquicultura.
Entre as principais espécies estão tainha, camarão e mexilhão na pesca, além de tilápia, tambaqui e camarão na aquicultura. Na safra 2025/2026, o Pronaf registrou 1.379 operações de crédito voltadas à pesca e à aquicultura no estado, totalizando cerca de R$ 9,7 milhões.
O ministro também destacou que mais de R$ 7 milhões foram investidos no setor em Alagoas e informou que a dotação orçamentária prevista para o próximo ano terá incremento de 42%.
A agenda foi concluída em Maceió, com visita à Colônia de Pescadores Z-02. Nos encontros, Edipo reforçou a importância do diálogo com as comunidades pesqueiras para aprimorar as políticas públicas e fortalecer a atividade no estado.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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Informações e Eventos
Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura



